Está aqui um poema que escrevi em meados do ano passado, imagino. Inspirado no
romantismo, mas sujeito, como tudo que produzo, a interpretações variadas:
A flor do campo
Foi que me escapou!
E seu coração,
Foi que me abalou!
Onde estarás, moça bonita?
...Me abandonou!
Onde estarás, jovem evasiva?
...Já me escapou!
E por que fugiu de mim?
Sou teu amante!
Por que me faz miserável?
Sou só um perdido errante!
Não deixe a verde montanha,
Não corra da areia da praia!
Não vá para a caverna fria,
Não te esconda detrás da samambaia!
Responda, tulipa, querida,
Ao desabrochar do amor-perfeito!
Vem, vem até ele,
Recosta-te contra o seu peito!
Pois quando tuas pétalas se esticarem
Encostarão nas suas, vermelhas;
E fará delas teu aconchego
Como fazem da colmeia as abelhas!
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