Esse é outro poema bem antigo, que lembro que fiz durante o banho - sim, escrevo (mentalmente) poemas enquanto tomo banho - e achei que valia a pena (ou quase) escrever. Um pouco diferente da maior parte dos meus outros poemas em termos de estilo e conteúdo, mas... Aí vai:
Não, já não tenho mais
Um amor que me ame demais;
Já não tenho mais nada
Tenho só a poeira da estrada
Que vou ter que seguir em paz.
É chegada a hora de partir.
Tenho que ir sem demora,
Levar meus poucos pertences embora.
Mas sinto ainda que não tenho nada
Tenho só a poeira da estrada
Que vou ter que seguir em paz.
Ando a estrada vazia,
Eu e minha sombra esguia,
Só a sombra e nada mais.
Desço a estrada, a vida para trás.
Vou deixando, dando as costas,
À casa onde não moro mais.
Agora me restam ruelas vazias
E as almas que vagam, sombrias,
Só isso; e nada mais.
Tenho só a poeira da estrada
Que vou ter que seguir em paz;
E lembranças de uma velha casa
Aonde não moro mais.
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